Martha Medeiros e Paula Taitelbaum discutem vivências no TRF4

15/10/2014
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“Gosto de usar a palavra ‘aventura’ para me referir ao ato de viver. Até a rotina envolve um grau de desconhecido, de algo a ser explorado de forma interessante, divertida.” A fala da cronista Martha Medeiros resume o tom do bate-papo promovido pelo TRF4 nesta quarta-feira (15/10). Organizado pelas áreas de Saúde e de Conteúdo Institucional do tribunal, como parte das ações alusivas ao Outubro Rosa, o evento reuniu Martha com a também escritora Paula Taitelbaum. 

Com as cadeiras da plateia dispostas em semicírculo, o ambiente do tribunal refletia a descontração da conversa entre as duas autoras, amigas de longa data. “Longe de nós palestrar. Isso aqui é uma conversa”, adiantou Martha. “A ideia é compartilhar experiências de vida, provocar uma reflexão: “Como posso ter mais prazer no trabalho, ser mais saudável?”, refletiu Paula.

A partir de seus primeiros passos na escrita de crônicas, Martha falou da importância de mudar. Insatisfeita com o trabalho em uma agência de publicidade, se mudou para o Chile quando o marido recebeu uma proposta de emprego. “Foi aí que comecei a escrever. Loucamente, todas as tardes”, lembrou. Escritos sem pretensão, os textos chamaram atenção de amigos e a levaram a colaborar com o jornal Zero Hora, situação que se mantém até hoje. “Às vezes nos prendemos a uma determinada circunstância que nos faz mal e continuamos nela por medo de mudar. Há essa noção de que a mudança é uma frivolidade. Não! A mudança é um movimento, para frente”, concluiu, a partir desta vivência.

A questão da saúde, chave do encontro, foi levantada por Paula: “Como você lida com o seu corpo? Faz exercícios, toma cuidados especiais? Eu vejo que nós mulheres passamos a ter cada vez mais interesse nisso com o passar do tempo”. “Nosso corpo é nossa casa. Eu tenho percebido cada vez mais a necessidade de um equilíbrio entre saúde física e mental”, definiu Martha, antes de brincar: “Dica de uma experiência pessoal: deixem pra visitar lugares exóticos, como Marrocos, Tailândia, enquanto jovens, que é quando o joelho aguenta”.

A abertura da conversa foi conduzida pela psicóloga Elizabeth Eliana Schefer, diretora da Secretaria de Saúde do TRF4. “Nosso desafio com o Outubro Rosa é ampliar o debate sobre o bem-estar da mulher, expandindo nosso campo de atuação”, reforçou. Desde o dia 1º de outubro o tribunal ilumina sua sede na cor rosa, em adesão ao movimento mundial de conscientização da importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. Este é o quarto ano em que a instituição se envolve na mobilização.