2026 | Formação de Peritos Judiciais: para preenchimento qualificado do SISPERJUD à luz dos protocolos do CNJ
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Formação de Peritos Judiciais: para preenchimento qualificado do SISPERJUD à luz dos protocolos do CNJ

 

Coordenação

Desembargador Federal Márcio Rocha

Juíza Federal Substituta Melina Faucz Kletemberg

 

Docentes

 

Juíza Federal Ana Cristina Monteiro de Andrade Silva

Juíza Federal Gabriela Pietsch Serafin  

Juíza Federal Substituta Melina Faucz Kletemberg

Juíza Federal Simone Barbisan Fortes 

 

Público-alvo

Peritos(as) judiciais da Justiça Federal da 4ª Região.

 

Datas e local

11/05 (14h-16h) - Plataforma ZOOM;

18/05 - EAD (Moodle);

25/05 - EAD (Moodle);

01/06 - EAD (Moodle);

10/06 (14h-16h) - Plataforma ZOOM.

 

Carga horária

Total: 12 h/a, sendo 4 h/a via Plataforma Zoom e 8 h/a via EAD (Moodle). 

 

Modalidade

On-line, via plataforma ZOOM e EAD.

 

Programação

Link para PROGRAMAÇÃO  para acessar a programação (provisória) do evento.

 


Inscrições

Inscrições restritas aos peritos devidamente cadastrados na Justiça Federal da 4ª Região.

O link será divulgado a partir do dia 24 de abril, especificamente aos peritos cadastrados.

 


Justificativa

A experiência recente de magistrados do Núcleo de Justiça 4.0 de Benefícios por Incapacidade e das Turmas Recursais da 4ª Região evidenciou que muitos laudos periciais, embora tecnicamente elaborados, apresentam lacunas relevantes para o processo decisório. Persistem dificuldades na descrição das limitações funcionais, na contextualização socioeconômica da parte, na identificação de barreiras sociais e na integração dos elementos probatórios com os critérios legais.

Paralelamente, os Protocolos para Julgamento com Perspectiva de Gênero e Raça do CNJ introduzem parâmetros que somente podem ser efetivamente aplicados se os laudos periciais trouxerem informações que tornem visíveis as desigualdades que influenciam a incapacidade laboral.

Além disso, o TRF4 encontra-se em fase avançada de internalização do SISPERJUD dentro do EPROC, que será adaptado para incorporá-lo nativamente. Isso implicará mudanças na forma de preenchimento, visualização e integração do laudo ao processo eletrônico. Para que essa transição ocorra de maneira eficiente e sem perda de qualidade, os peritos precisam ser previamente treinados quanto ao novo fluxo, às funcionalidades e às exigências do sistema adaptado.

Essa realidade evidenciou a necessidade de criar um espaço estruturado de diálogo entre magistrados e peritos, com vistas à construção de uma cultura pericial mais alinhada à decisão judicial e aos compromissos constitucionais de igualdade, sensibilidade social e celeridade.

  • Os laudos médicos do TRF4 representam um avanço na busca por padronização e precisão pericial. Entretanto, inúmeros processos têm revelado:
     
  • laudos excessivamente clínicos, sem análise funcional adequada;
     
  • ausência de dados sobre o trabalho habitual, capacidade residual e prognóstico;
     
  • pouca consideração sobre fatores sociais, ambientais e de vulnerabilidade que impactam a incapacidade;
     
  • dificuldade para aplicação da LC 142/2013 (aposentadoria da pessoa com deficiência);
     
  • falta de informações essenciais para avaliação das barreiras no BPC/LOAS;
     
  • baixa incorporação dos elementos previstos nos Protocolos de Gênero e Raça do CNJ.
     

Adicionalmente, a internalização iminente do SISPERJUD no EPROC exigirá dos peritos adaptação a um novo ambiente tecnológico. Essa migração muda não apenas a interface, mas também a forma como o laudo se integra ao fluxo processual, tornando ainda mais relevante a capacitação estruturada para garantir uniformidade e qualidade no preenchimento.

Essas lacunas repercutem em retrabalho, nulidades, decisões inseguras e atrasos no trâmite processual. Assim, o curso se justifica como investimento institucional estratégico para:

  • qualificar o trabalho pericial;
     
  • uniformizar expectativas entre magistrados e peritos;
     
  • permitir decisões mais céleres, fundamentadas e sensíveis;
     
  • fortalecer a cooperação entre Judiciário e profissionais periciais.

     

Objetivo

Ao final do curso, o perito judicial estará apto a preencher o SISPERJUD de forma completa, contextualizada e alinhada às necessidades decisórias dos magistrados, aprimorando a qualidade dos laudos em benefícios previdenciários e assistenciais e incorporando, de maneira transversal, os Protocolos do CNJ para julgamento com perspectiva de gênero e raça.