Solenidade no TRF4 inaugura registro histórico da enchente de maio de 2024 no RS
Atualizada em 15/05/2025 - 19h35
Há um ano, em maio de 2024, o estado do Rio Grande do Sul passava pela maior catástrofe climática da sua história, com a população gaúcha sendo atingida por chuvas e enchentes que causaram calamidade pública. Para marcar o enfrentamento daquela crise, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) promoveu, na tarde de hoje (15/5), uma solenidade para a inauguração de placas que servem como Registro Histórico da Enchente de Maio de 2024. A cerimônia foi coordenada pelo presidente da corte, desembargador federal Fernando Quadros da Silva, e contou com a participação de magistrados, diretores e servidores do tribunal.
Foram descerradas duas placas que estão fixadas na entrada do prédio-sede do TRF4, localizado no bairro Praia de Belas, em Porto Alegre. Uma placa registra a dimensão dos danos causados pela catástrofe climática, com dados da Defesa Civil do RS, e a outra faz uma homenagem pública coletiva a todas as pessoas que colaboraram para o reestabelecimento das atividades do tribunal após a enchente.
“Completando um ano daquela catástrofe que assolou o estado, nós do TRF4 não poderíamos deixar de registrar esse momento, não como um evento de tristeza ou de lamentação, mas sim como um momento em que houve uma grande união e superação de todos nós, cada um fazendo a sua parte, combinando, assim, para um grande esforço para que o tribunal continuasse funcionando”, declarou Quadros da Silva na solenidade.
O presidente da corte ainda lembrou que, em decorrência dos danos causados pelos alagamentos, o prédio do TRF4 passou, entre maio e julho de 2024, 77 dias fechado, sem atividades presenciais, com a prestação jurisdicional ocorrendo de forma virtual e remota.
“Este é o momento de olhar para trás para que não esqueçamos daquela crise que enfrentamos, mas também, principalmente, para sentirmos orgulho da capacidade do tribunal e de seus magistrados, servidores e colaboradores, de se adaptar e de superar tempos de dificuldades. As placas são o registro de um desafio que nós vencemos”, concluiu Quadros da Silva.
O descerramento das placas foi realizado pelo presidente do TRF4, acompanhado dos desembargadores federais integrantes da corte Taís Schilling Ferraz e Sebastião Ogê Muniz, e do diretor-geral, servidor Arnaldo Fernando Girotto.
Além das duas placas na entrada do TRF4, outras dez placas menores foram fixadas ao redor do prédio-sede e do prédio-anexo do tribunal registrando o nível que as águas da enchente atingiram no dia 7 de maio de 2024, período do auge do desastre climático.
Dimensão do desastre
Após o descerramento, a desembargadora federal Taís Ferraz fez a leitura da placa que registra várias estatísticas colhidas pela Defesa Civil do RS e divulgadas no dia 17 de maio de 2024, apresentando um panorama da dimensão do desastre estadual.
Conforme os dados da Defesa Civil, no período em que as enchentes atingiram os níveis mais elevados em maio do ano passado, foram registrados:
- 461 municípios afetados;
- 78.165 pessoas em abrigos;
- 540.188 pessoas desalojadas;
- 2.304.422 pessoas afetadas;
- 806 pessoas feridas;
- 94 pessoas desaparecidas;
- 154 óbitos confirmados;
- 82.666 pessoas resgatadas;
- 12.108 animais resgatados;
- 27.753 de efetivo estatal destacado;
- 4.085 viaturas utilizadas;
- 21 aeronaves utilizadas;
- 289 embarcações utilizadas.
“O Tribunal Regional Federal da 4ª Região superou esse período em que enfrentou a maior adversidade dos seus 35 anos de existência demonstrando compromisso com a prestação do serviço público, materializado no trabalho das pessoas que o conduzem, magistrados, servidores e colaboradores”, completa o texto da placa.
Homenagem coletiva
Já o desembargador federal Sebastião Muniz realizou a leitura da placa que presta uma homenagem pública coletiva para todos aqueles que ajudaram o TRF4 a restabelecer as atividades regulares e retomar os trabalhos presenciais após o desastre climático.
O texto gravado diz: “O Tribunal Regional Federal da 4ª Região presta homenagem pública coletiva, reconhecendo o trabalho realizado pelas pessoas que vivenciaram esse período histórico e colaboraram para o restabelecimento das suas atividades regulares, em verdadeiro conjugação de forças a reafirmar o inafastável compromisso com a prestação do serviço público".
ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)








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