Aumento dos gastos do INSS para atender viciados em drogas é abordado pela Equipe da Região Sul do Via Legal
Atualizada em 13/09/2012 - 14h44
Cem milhões de reais. Este foi o valor que a Previdência Social gastou, apenas no ano passado, para atender dependentes de drogas como o crack. Na edição desta semana, o programa Via Legal destaca o problema que não para de crescer em todo o país e que responde por um número cada vez maior de afastamentos do trabalho. Nara Sarmento conversou com um rapaz vítima da droga.
Em decorrência de 12 anos de uso de cocaína, ele já foi demitido por justa causa de vários empregos diferentes. Para mudar essa realidade, decidiu procurar tratamento e, com a ajuda do auxílio-doença do INSS, a sua vida está recomeçando.
Mas esse não é o caso de muitos dependentes químicos, que só conseguem o acesso ao auxílio após recorrer à Justiça Federal. De acordo com o diretor do Foro da Seção Judiciária do RS, o juiz federal Eduardo Picarelli, o grande problema é garantir que o recurso seja realmente usado na recuperação do trabalhador e não apenas para financiar o vício. Para evitar isso, o INSS e a Justiça Federal de Porto Alegre firmaram uma parceria, estipulando que o auxílio-doença seja liberado em sua totalidade somente mediante a comprovação de que o dependente esteja realizando o tratamento de reabilitação recomendado pelos médicos. Assim, a Justiça e o INSS buscam reabilitar os viciados, de maneira que eles possam ser recolocados no mercado de trabalho.
Clique aqui para assistir ao programa.
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