Especialistas vêm ao TRF4 falar de políticas de acessibilidade e inclusão
Atualizada em 10/04/2026 - 15h55
Hoje e amanhã a Escola de Magistrados e Servidores (Emagis) do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) realiza o curso “Políticas de Acessibilidade e Inclusão. O evento ocorre no auditório do prédio anexo do tribunal e também está sendo transmitido por Zoom.
A abertura foi realizada pelo presidente do TRF4, desembargador João Batista Pinto Silveira, que enfatizou a importância do tema. “O treinamento e a conscientização a respeito da inclusão e da acessibilidade é de muita importância, para que possamos remover barreiras físicas e digitais, garantindo direitos e oportunidades iguais para todos”, pontuou o presidente.
O diretor da Emagis, desembargador Cândido Alfredo Silva Leal Júnior, frisou que tratar dessas políticas “é uma etapa de formação imprescindível, destinada a ampliar o conhecimento e a reflexão sobre temas que permeiam a vida profissional e pessoal de todos”. Leal Júnior ressaltou que a Lei Brasileira de Inclusão e a Convenção de Nova York impuseram uma mudança de paradigmas. “Deixamos para trás uma visão assistencialista e excludente e adotamos um olhar de protagonismo, com um exercício pleno de cidadania do Poder Judiciário”, afirmou.
“Tratar a todos com igualdade não diz respeito apenas ao nosso público interno, mas também a todos que buscam o Judiciário e é importante que estejamos constantemente discutindo estas questões”, declarou o diretora da escola.
O que é capacitismo?
A conferência de abertura foi ministrada pela antropóloga da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Anahi Guedes de Mello, que é uma das mais proeminentes pesquisadoras brasileiras sobre capacitismo. “Inclusão não é favor, é direito. E direitos precisam ser garantidos por políticas públicas efetivas, não apenas discursos”, defendeu Mello.
Para ela, o capacitismo, uma ideologia que inferioriza pessoas com deficiência, não se trata apenas de um preconceito individual, mas de um sistema social estruturante que define quais corpos e mentes podem ser considerados normais, capazes e dignos de participação plena. “É preciso descolonizar o pensamento hegemônico sobre as pessoas com deficiência”, afirmou a antropóloga.
O curso, que segue nesta sexta-feira, traz palestras e oficinas.
A programação completa pode ser acessada neste link: https://www.trf4.jus.br/dlJJG
ACS/TRF4




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