Encontro de Integração de Pessoas com Deficiência possibilitou troca de experiências e promoveu o protagonismo
Atualizada em 13/07/2026 - 17h17
O 1º Encontro de Integração de Pessoas com Deficiência da Justiça Federal do RS (JFRS) foi realizado no dia 7/7 no auditório do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e oportunizou trocar informações e experiências relacionadas ao trabalho e ao convívio. O evento contou com 20 participantes presenciais da JFRS e do TRF4, além de mais 25 remotos (de toda a 4ª Região).
A abertura do evento apresentou os órgãos de acessibilidade e inclusão da JFRS, conduzida pela diretora do Foro, juíza federal Ingrid Schroder Sliwka, além dos juízes federais Alessandra Günther Favaro, presidente da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação (CPEA); Bruno Polgati Diehl, presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão e do Comitê de Ergonomia; Henrique Luiz Hartmann, juiz auxiliar da Corregedoria Regional da Justiça Federal da 4ª Região; e Patrick Lucca da Ros, coordenador do Grupo de Trabalho para Ações em Direitos Humanos, Equidade de Gênero, Raça e Diversidades (GTDH).
A servidora da Justiça Federal da Paraíba (JFPB), Clarissa Gomes de Sousa, apresentou a palestra “Transpondo barreiras: a potência do servidor com deficiência na Justiça Federal”, em que foram abordados tópicos como capacitismo, ferramentas e práticas de gestão de pessoas que favorecem a inclusão real.
Após a palestra, os presentes apreciaram a apresentação de voz e violão da canção “Espectro” (letra de Rômulo Chaves, servidor da JFRS; música e voz por Everson Maré), seguida de um diálogo com os músicos sobre a composição e o espectro autista. A oficina sobre a intervenção musical trouxe reflexões a partir das vivências individuais e coletivas dos participantes.
À tarde, o servidor Felippe Bergmann, do Laboratório de Inovação da JFRS (Inovatchê), conduziu a oficina “Como tornar a JFRS mais inclusiva”, em abordagem Design Thinking. As dinâmicas incluíram a integração e o mapeamento de dificuldades gerais e específicas relacionadas às deficiências, culminando na apresentação que identificava as dificuldades, boas práticas e recomendações institucionais.
Entre as dificuldades relatadas pelos participantes ao longo do dia, estavam:
- a comunicação entre colegas e chefias apenas de forma verbal e distante;
- o excesso de barulho na repartição durante o expediente, no caso de deficiência visual;
- dificuldades de acessibilidade dentro do eproc, principalmente de tabelas e manifestações de advogados, relacionados com fadiga visual;
- incompatibilidade de celulares institucionais com funcionalidades de aparelho auditivo;
- custos de adaptação para teletrabalho por conta do próprio servidor;
De acordo com o servidor Gilberto Henrique Buchmann, o evento foi um ponto de partida muito bem-vindo, e a “implementação das soluções possíveis vai tornar o ambiente da Justiça Federal mais produtivo e inclusivo”.
Para o juiz federal Bruno Diehl, foi uma experiência singular, que “permitiu dar um rosto às pessoas que representamos na Comissão”. O magistrado também avaliou que a palestrante trouxe um olhar sensível para mostrar que, “dentro de classificações, há individualidades e particularidades que necessitam ser observadas”.
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