JFRS | Julho Azul

JFRS adere à mobilização nacional contra tráfico de pessoas e trabalho escravo

16/07/2026 - 15h39
Atualizada em 16/07/2026 - 17h01
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A Justiça Federal do Rio Grande do Sul (JFRS) aderiu à nova campanha nacional de conscientização sobre o tráfico de pessoas e o trabalho escravo. Na edição de 2026, a iniciativa direciona seus holofotes para um perigo silencioso: o aliciamento de crianças e adolescentes pela internet.  

Uma conversa aparentemente despretensiosa nas redes sociais, um convite para uma vaga de emprego, uma viagem ou uma nova amizade. O que começa no ambiente digital pode culminar em uma grave violação de direitos humanos. 

Para alertar a população sobre essa realidade, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) — em parceria com a Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude (Asbrad), o Ministério Público do Trabalho (MPT), o projeto Liberdade no Ar e outras 14 instituições — lançou esta mobilização nacional. O objetivo é sensibilizar passageiros, profissionais do setor aéreo, famílias e a sociedade em geral sobre o uso crescente da internet como porta de entrada para esses crimes. 

Como denunciar: Suspeitas e casos de aliciamento ou tráfico de pessoas podem ser informados diretamente ao Disque 100

O peso dos dados no ambiente virtual 

Os números recentes traduzem a urgência do tema. Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), em 2024, uma em cada três vítimas de tráfico de pessoas no mundo é criança ou adolescente. 

Já um levantamento da Unicef, realizado em 2025, aponta que 52% dos casos tiveram origem em contatos iniciados na internet. No Brasil, somente em 2024, a SaferNet identificou 49 mil páginas com indícios de abuso sexual infantil online. 

A ação publicitária — veiculada em terminais de passageiros de diversos modais de transporte, estádios de futebol e outros locais de grande circulação — coincide com um marco legislativo importante: a entrada em vigor do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital). O texto amplia a proteção infantojuvenil na rede e reforça a responsabilidade partilhada entre famílias, educadores, empresas e poder público.

A mobilização integra a agenda do Julho Azul, mês marcado pelo Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, lembrado em 30 de julho.

Projeto Liberdade no Ar 

A iniciativa também fortalece as ações do projeto Liberdade no Ar, coordenado pelo MPT. O programa articula esforços de órgãos públicos e agências internacionais, como a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o próprio UNODC, a Secretaria Nacional de Justiça, além de Anac, Infraero, Asbrad e a campanha Coração Azul.

Alinhado ao Protocolo de Palermo, aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e aos Planos Nacionais de Erradicação do Trabalho Escravo, o esforço conjunto deixa uma mensagem clara: por trás de um diálogo aparentemente comum na internet, pode haver uma tentativa de aliciamento. Informar, orientar e supervisionar a atividade online de crianças e adolescentes são os caminhos mais eficazes para evitar que essas ameaças virtuais se tornem tragédias reais.

Com informações da Assessoria de Comunicação Social da Anac.

Núcleo de Comunicação Social da JFRS (secos@jfrs.jus.br)


Uma menina aparece sentada sozinha em uma sala de embarque focada em um tablet, tendo ao lado sua mochila e uma figura de capuz ao fundo. À direita, um banner de campanha contra o tráfico de pessoas traz alertas comparando a segurança em viagens físicas com a proteção necessária no ambiente virtual.