TRF4 | Foz do Iguaçu

Encontro de Centros de Inteligência do Judiciário debate cenários futuros para tratamento da litigiosidade

06/11/2026 - 16h45
Atualizada em 06/11/2026 - 16h51
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Nesta semana, entre os dias 4 e 6 de novembro, a cidade de Foz do Iguaçu (PR) recebeu o V Encontro Nacional dos Centros de Inteligência do Poder Judiciário. A conferência reuniu magistradas e magistrados, servidoras e servidores, integrantes de instituições do sistema de justiça e representantes de instituições públicas e privadas, com o objetivo de refletir sobre tendências, prospectar cenários e articular estratégias para a prevenção e o tratamento adequado do fenômeno da litigiosidade, refletido no volume de judicialização de conflitos e nos índices de recorribilidade.

A quinta edição do Encontro Nacional foi promovida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT9) e o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). A programação contou com palestras, painéis e oficinas que permitiram a construção de cenários e avaliação de tendências relacionadas à forma como o sistema de justiça vem atuando diante do volume de demandas e dos desafios relacionados à garantia de acesso à justiça.

Na abertura do encontro, o presidente do TRF4 e do Colégio de Presidentes dos TRFs, desembargador federal João Batista Silveira, discursou e destacou a importância dos Centros de Inteligência para o planejamento do futuro do Poder Judiciário.

“Para agir preventivamente, precisamos aprender a enxergar além do horizonte imediato. O futuro não surge da noite para o dia, ele emite sinais silenciosos no presente. É aqui que os estudos de futuro e as ferramentas prospectivas ganham centralidade na gestão pública, não se trata de adivinhação, mas de método, planejamento e responsabilidade institucional”, ressaltou o desembargador Silveira.

Já a presidente do TJPR, desembargadora Lidia Maejima, comparou a importância do trabalho colaborativo entre tribunais à construção de um quebra-cabeça, em que cada peça exerce um papel fundamental.

“Ao unirmos esforços para identificar como a litigiosidade nasce e se repete, habilitamos a construção de soluções antes mesmo da judicialização dos conflitos. Mas nem sempre os tribunais, isoladamente, conseguem chegar a um quadro completo, porque cada campo guarda uma peça única, mas é somente com a união que ela forma uma imagem completa”, ela afirmou.

No painel de abertura, a desembargadora federal Taís Schilling Ferraz, magistrada do TRF4 e membro do Centro Nacional de Inteligência da Justiça Federal, falou sobre a importância e os desafios de trazer para o contexto do Poder Judiciário os estudos de futuros.

“O futuro não é destino: não pode ser simplesmente calculado, mas pode ser prospectado, cultivado através das escolhas do presente. A incerteza não é um obstáculo, é um espaço de agência: a capacidade de agir hoje com consciência do futuro que desejamos”, avaliou a desembargadora Taís Ferraz.

Dos pioneiros da implementação dos Centros de Inteligência no país, o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Corregedor-Geral da Justiça Federal, Ministro Mauro Luiz Campbell Marques, também esteve presente no evento, ocasião em que resgatou a importância e a trajetória dos centros de inteligência e identificou os desafios à frente.

“Em 2017 aprendemos que devíamos olhar além do processo. Em 2026, o nosso desafio é ir além do diagnóstico e, em 2028, espero que possamos olhar para trás e reconhecer não apenas os problemas e desafios que identificamos, mas sobretudo as soluções que ajudamos a construir”, destacou o ministro.

Pela Justiça Federal da 4ª Região, também participaram do evento, os membros dos Centros Locais de Inteligência das Seções Judiciárias do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná, bem como da Rede de Inteligência da 4ª Região: juiz federal Paulo Paim da Silva – CLIRS, juíza federal Luísa Hickel Gamba – CLISC e juíza Federal Ana Beatriz Vieira da Luz – CLIPR; além dos diretores de Foro das Seções Judiciárias do RS, juíza federal Ingrid Schroder Sliwka, e do PR, juiz federal José Antonio Savaris.

Mais informações sobre o V Encontro Nacional dos Centros de Inteligência do Poder Judiciário, incluindo a programação completa das atividades, podem ser acessadas na página oficial do evento pelo link: https://www.tjpr.jus.br/web/v-encontro-nacional-da-rede-de-inteligencia-do-poder-judiciario.

Centros de Inteligência do Poder Judiciário

Os Centros de Inteligência atuam no monitoramento de demandas judiciais e no gerenciamento de precedentes, identificando soluções comuns a causas semelhantes que se repetem em milhares de processos judiciais. O objetivo é a prevenção do litígio na origem, tornando a Justiça mais célere e eficiente.

 

Com informações da Assessoria de Comunicação do TJPR


O evento aconteceu entre os dias 4 e 6 de novembro
O evento aconteceu entre os dias 4 e 6 de novembro
O evento aconteceu entre os dias 4 e 6 de novembroO presidente do TRF4 e do Colégio de Presidentes dos TRFs, desembargador federal João Batista Silveira, discursou na abertura do eventoA desembargadora federal Taís Schilling Ferraz participou do painel de abertura do encontroA conferência reuniu magistradas e magistrados, servidoras e servidores, integrantes de instituições do sistema de justiça e representantes de instituições públicas e privadasA quinta edição do Encontro Nacional foi promovida em parceria pelo TRF4, TJPR, TRT9 e TRE-PR