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TRF confirma condenação de quadrilha que escondia drogas em equipamentos de informática

20/06/2003 - 17h54
Atualizada em 20/06/2003 - 17h54
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A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região manteve na quarta-feira (18/6) a condenação de Ronaldo José Morsch Filho, José Francisco Lopes da Silva e Vera Rejane Martinelli por prática de tráfico internacional de entorpecentes. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os três se associaram com a finalidade de fazer chegar à Austrália 18,7 quilos de cocaína, provavelmente provenientes da Bolívia ou da Colômbia. Morsch Filho, líder da operação no Brasil, fazia parte de uma quadrilha internacional que utilizava o país como "corredor" para o envio da droga. A decisão, unânime, seguiu o voto do relator do caso no tribunal, desembargador federal Élcio Pinheiro de Castro. Em fevereiro e março de 2002, a Polícia Federal apreendeu 12 quilos de cocaína escondidos dentro de dois nobreaks, remetidos para a ilha de Bali por Ronaldo Morsch Filho. De lá, os aparelhos foram enviados para a Austrália, escondidos em estátuas de cimento, para Francisco Inácio Gomes Mariano Haensel e Ronald Keith Isherwood, também integrantes da quadrilha. A investigação policial, realizada desde 2001, mostrou a participação de José Francisco e Vera no esquema. José Francisco auxiliou na preparação da droga para a remessa e recebeu dinheiro enviado por Francisco Inácio para o pagamento das despesas da operação e Vera locou um dos carros utilizados por Morsch no transporte da droga. A PF, em operação realizada em abril de 2002, depois da chegada do segundo nobreak ao destino, prendeu os três envolvidos no esquema no Brasil e, simultaneamente, Francisco Inácio e Ronald Keith na Austrália. No apartamento de Morsch Filho foram encontrados mais de seis quilos de cocaína escondidos dentro de um computador. A droga era acondicionada dentro dos aparelhos, no lugar das baterias, envolvida em camadas de plástico, fita adesiva, papel carbono e graxa, com o objetivo de não ser detectada nos aeroportos por aparelhos de raio-x nem por cães farejadores treinados. Os policiais também encontraram, no apartamento de Vera, diversos papelotes de cocaína e maconha e uma balança de precisão. Na sua decisão, a 8ª Turma aumentou as penas de dois réus que haviam sido fixadas pela 2ª Vara Federal Criminal de Porto Alegre: a de Ronaldo Morsch Filho, de nove anos e quatro meses para dez anos, dez meses e 20 dias de reclusão e multa, e a de José Francisco Lopes da Silva, de nove anos e quatro meses para dez anos, dois meses e 20 dias e multa. A pena fixada para Vera Rejane Martinelli foi reduzida de 12 anos e quatro meses para 11 anos de reclusão mais multa. ACR 2002.71.00.009434-2/RS