TRF4 | Relatório

CNJ divulga resultados da 2ª Pesquisa de Percepção e Avaliação do Poder Judiciário

28/07/2026 - 16h53
Atualizada em 28/07/2026 - 16h55
  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Assine o RSS do TRF4

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou relatório divulgando os resultados da 2ª edição da Pesquisa sobre Percepção e Avaliação do Poder Judiciário Brasileiro, realizada entre outubro e novembro de 2025. O estudo mapeou a avaliação de diferentes públicos — cidadãos com processo judicial recente, advogados, defensores públicos e integrantes do Ministério Público — sobre temas como acesso à Justiça, qualidade dos serviços, confiança institucional e transformação digital.

A íntegra do relatório, em arquivo de formato PDF, está disponível para a consulta no seguinte link: https://www.trf4.jus.br/3c3L4. Os resultados da pesquisa também podem ser consultados em formato de painéis eletrônicos, um sobre a percepção e avaliação dos(as) cidadãos(ãs) e outro sobre a percepção e avaliação dos(as) operadores(as) do Direito. Os painéis podem ser acessados nos seguintes links: https://www.trf4.jus.br/yJus0 e https://www.trf4.jus.br/vjMRD.

Tramitação Eletrônica

O levantamento reuniu respostas de 7.918 pessoas, entre cidadãos que participaram de processos judiciais nos últimos cinco anos, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público. A coleta foi realizada por meio de formulário eletrônico, entre outubro e novembro de 2025, com participação voluntária.

Os resultados mostram que o atendimento remoto e a tramitação eletrônica já fazem parte da experiência predominante dos usuários da Justiça. No último processo do qual participaram, 60,9% dos cidadãos utilizaram principalmente o atendimento virtual ou remoto. A realização integral dos atos processuais por meio eletrônico é apoiada, total ou parcialmente, por aproximadamente 78% dos participantes. Para as comunicações relacionadas ao processo, a concordância chega a 77%.

A preferência pelo ambiente digital é ainda maior entre os profissionais do Direito. A tramitação integralmente eletrônica é apoiada por quase 85% desse público. O sistema processual eletrônico também aparece como o canal preferido de comunicação com o Judiciário para 79,4% dos advogados, 85,9% dos defensores públicos e 84,3% dos integrantes do Ministério Público.

Linguagem e acesso

A pesquisa também identificou melhora na compreensão da linguagem utilizada pela Justiça. Entre os cidadãos respondentes, pouco mais da metade (50,6%) consideraram a linguagem jurídica fácil de entender. Na primeira edição do levantamento, realizada em 2022, esse percentual era de 34,8%.

As condições de acesso físico aos fóruns e aos tribunais também foram avaliadas positivamente. Entre os participantes que compareceram a uma unidade judicial, 55,5% se disseram satisfeitos com a estrutura e 15% muito satisfeitos. A pesquisa também mostra que 43,8% vivem a uma distância de até dez quilômetros da unidade utilizada e outros 24,5% estão entre dez e trinta quilômetros dos tribunais e fóruns mais próximos, o que demonstra a capilaridade do Poder Judiciário.

Na área de acessibilidade, houve evolução na comparação com a pesquisa anterior. A avaliação positiva da disponibilidade de profissionais de Libras passou de 55% para 66%. No caso dos materiais em braile, o índice aumentou de 51% para 62%. As ferramentas digitais de acessibilidade, como leitores e ampliadores de tela, comando por voz e tradução entre português e Libras, receberam avaliação positiva por mais de três quartos (78,9%) das pessoas que as utilizaram.

Desafios

Apesar dos avanços, a duração dos processos continua sendo o principal ponto de preocupação. Entre os cidadãos que responderam à pesquisa, 38,6% informaram que o processo ainda não havia terminado e 32,1% avaliaram que a tramitação demorou mais do que esperavam. Aproximadamente 10% disseram que o processo terminou antes do esperado.

A realização de audiências de conciliação aparece associada a uma percepção mais favorável sobre o tempo do processo. Entre os cidadãos que participaram de uma audiência, 14,2% consideraram que a tramitação foi mais rápida do que o esperado. Nos processos sem audiência de conciliação, essa proporção foi de 6,8%. Também foi maior, entre os que participaram da tentativa de acordo, o percentual de pessoas que consideraram a duração compatível com a expectativa.

Para os profissionais do Direito, a demora até a sentença e os procedimentos da fase de cumprimento estão entre os principais entraves à prestação jurisdicional. Na advocacia, mais de 90% dos respondentes apontaram essas duas etapas como gargalos.

Recomendações

Com base nos resultados, o estudo recomenda que o Judiciário brasileiro consolide os avanços nos sistemas eletrônicos processuais, bem como a estabilidade e a integração entre eles. Na tramitação processual, o levantamento reforça a importância do acompanhamento do tempo dos processos, tanto na fase de conhecimento quanto no cumprimento das decisões. Também recomenda a continuidade dos incentivos à conciliação, com melhorias na marcação das audiências e na capacitação de conciliadores e mediadores.

Mais informações sobre a 2ª edição da Pesquisa sobre Percepção e Avaliação do Poder Judiciário Brasileiro pode ser consultadas na página oficial do levantamento no Portal do CNJ pelo seguinte link: https://www.cnj.jus.br/pesquisas-judiciarias/2a-pesquisa-sobre-percepcao-e-avaliacao-do-poder-judiciario-brasileiro/.

Com informações da Agência CNJ de Notícias


A pesquisa foi realizada entre outubro e novembro de 2025
A pesquisa foi realizada entre outubro e novembro de 2025